FLUXO DE CAIXA

Em Finanças, o fluxo de caixa (designado em inglês por “cash flow”), refere-se ao montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido, algumas vezes ligado a um projeto específico.

FLUXO DE CAIXA

Existem dois tipos de fluxos: – outflow, de saída, que representa as saídas de capital, subjacentes às despesas de investimento. – inflow, de entrada, que é o resultado do investimento. Valor que contrabalança com as saídas e traduz-se num aumento de vendas ou representa uma redução de custo de produção, etc.
Calcula o valor acumulado entre as receitas previstas e as despesas durante

determinado período:
Escolher um período de tempo para o estudo
Reunir os valores totais das receitas obtidas para cada período, do total de períodos em estudo
Reunir o total de custos para o projecto, nos períodos correspondentes aos estudados no 2º passo
Efectuar a soma dos valores positivos do 2º passo com os valores negativos do 3º passo
Tomar a soma de acumulados dos valores obtidos no 4º passo
Período de estudo: período de tempo a que reporta o levantamento de todos os “outflows” e “inflows” relacionados com o projeto.
Apesar de em Portugal, apenas a partir de 1 de Janeiro de 2003 ser necessária a apresentação da Demonstração dos Fluxos de Caixa, alteração introduzida através da Directriz Contabilística nº 14, este é um dos indicadores mais usados por analistas financeiros, como medida de desempenho da empresa.
O fluxo de caixa permite a análise da geração dos meios financeiros e da sua utilização, num determinado período de tempo.
Na Contabilidade, uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos e recebimentos esperados em um determinado período de tempo. O controlador de fluxo de caixa necessita de uma visão geral sobre todas as funções da empresa, como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros, por que é necessário prever o que se poderá gastar no futuro dependendo do que se consome hoje.
Um exemplo: se uma pessoa recebe $ 5.000,00 mensais (ou $ 60.000,00 anuais), e gasta algo equivalente a isso com as despesas correntes, seu fluxo de caixa é de igual valor. Com esse fluxo de caixa ele poderá se planejar para o futuro de curto prazo, ele também estaria impedido de tomar empréstimos vultosos, comprar bens de alto valor ou empreender projetos acima de $ 100.000,00, por exemplo. Para uma entidade jurídica, essa medida de fluxo de caixa é idêntica. Portanto, o fluxo de caixa “mede” o valor do negócio em que a empresa vem operando.
Não adianta a entidade ser gigantesca ou pequena demais, o valor desse empreendimento estará no seu fluxo de caixa, ou melhor, se ambas tiverem um FC de, digamos, 1 milhão, ambas terão o mesmo valor de mercado, pelas trocas de ativos que eles realizam com o mercado serem idênticas.
Apesar do nome, as contas-correntes da empresa tem o mesmo comportamento do seu caixa e seu movimento faz parte desse fluxo de caixa. O que não pode ser considerado é a transação de depósito ou saque bancários, ou melhor, as transações entre Caixa e Contas-Correntes não são computadas.
O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar o administrador de determinada empresa nas tomadas de decisões. É atraves deste “mapa” que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.
Existem várias medidas com capacidade para caracterizar a rentabilidade de um projecto de investimento: os resultados do exercício(do projecto) são à primeira vista a medida de rendibilidade por excelência da actividade do projecto. Acontece que os resultados do exercício(o lucro) é uma medida que depende de vários procedimentos nomeadamente do registo contabilístico adoptado(como o método de valorização das existências, das amortizações e reintegrações, etc), de tal forma que existem, em geral para a mesma empresa e para o mesmo exercício, duas medidas distintas do lucro, uma para a administração fiscal e outra para os accionistas.
As diferentes medidas dos resultados do exercício(lucro)provocariam , acaso se utilizasse o lucro como medida de rentabilidade do projecto, que estes procedimentos poderiam levar a considerar um bom projecto num mau projecto.
Para evitar a dependência da medida de rendibilidade do projecto do procedimento contabilístico, utiliza-se como medida de rendibilidade do projecto o cash-flow.
O conceito de cash-flow designa os fluxos líquidos gerados pelo projecto que assumem a forma de numerário.
A vantagem do cash-flow relativamente ao lucro é que o cash-flow é um conceito objectivo, bem definido, que é registável de forma inequívoca.
Os recebimentos e os pagamentos efectivos em numerário são os registos relevantes para a medição do cash-flow.
Na definição do cash-flow é importante identificar os recebimentos e pagamentos do projecto em numerário, bem como o período de tempo em que esse fluxo é gerado, dado que o dinheiro tem valor no tempo.
Este conceito é desagregável no projecto de investimento em:
Cash-flow de investimento
Cash-flow de exploração
O cash-flow de investimento obtém-se a partir do plano global de investimento, e o de exploração a partir do plano de exploração previsional.
Estes conceitos são distintos e medem coisas distintas se pretendermos medir a rendabilidade devemos usar o conceito de cash-flow; se pretendemos medir a solvabilidade devemos utilizar o conceito de fluxo de tesouraria.

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